1 de junho de 2015

Meu Ensaio sobre o Tempo

O Tempo
O tempo ainda é um dos grandes mistérios que ronda nossa compreensão. Em particular, a minha. No entanto, tenho tentado construir uma noção de tempo que me permita conciliar os planos material e espiritual, nos quais as noções de tempo são bastante diferentes.

Enquanto lia alguma coisa relacionada a tempo, me deparei com o artigo "A Grande Ilusão do Tempo", publicado no blog "A Luz é Invencível" em 06/07/2014. Algumas ideias contidas nesse artigo eu já havia assimilado, outras me foram bastante esclarecedoras. Também busquei algumas referências no livro "Mostre-me Deus", de  Fred Heeren.

Portanto, vou apresentar a minha noção de tempo nos planos material e espiritual. Vamos lá!

Bom, a minha noção de tempo é linear: passado, presente e futuro apresentado numa linha que se estende da esquerda pra direita, onde eu me vejo como um observador externo tentando interpretar esse calendário.


Tempo e Música
A minha noção de tempo linear é como se ele fosse uma playlist do iTunes. Onde cada dia é representado por uma música. E, como se vive um dia atrás do outro, também nessa playtlist, só se pode ouvir uma música depois da outra.

É como se as datas estivessem dispostas como as capas dos álbuns de música são organizadas no iTunes


Também faço outras analogias. Nessa playlist não sabemos qual a próxima música. Ou se há próxima música. Assim, cada música é a última música em potencial. Ou seja, cada dia é como se fosse o último dia. O dia seguinte, a música seguinte, são bonus track. Ah, tal qual só se vive cada dia uma vez, nessa playlist, cada música só pode ser ouvida uma vez!

Mas posso navegar entre os dias passados ou as músicas ouvidas apenas usando a memória. Não posso vivê-lo novamente, tampouco escutar aquela música mais uma vez.

Ou seja, nós somos limitados por essa noção linear do tempo, de modo que, somos deixados à mercê do fluxo natural do tempo, assim como do fluxo natural de cada álbum, até passar para o próximo álbum e assim por diante.

Contudo, o tempo é uma experiência da nossa existência material, portanto, o tempo só existe no universo tridimensional.

O tempo do boneco de corda
Esse sou eu. E você!

Imaginemos que um boneco de corda só ganha "vida" quando alguém lhe dá corda. Isto é, ele só anda e toca musiquinha, quando rosqueamos aquela tarraxa em suas costas. Para o boneco, o seu tempo começa com o início da corda, dura o intervalo da energia disponível em cada recarregada e quando esta acaba, aí esgota-se sua "vida" e o seu tempo. Já não há mais movimento ou musiquinha. No entanto, para aquele que lhe deu corda, as coisas continuam a existir e a acontecer. Ele não está sujeito aos efeitos limitantes da corda do boneco.

Mostre-me Deus, de Fred Heeren

Fred Heeren, no livro "Mostre-me Deus", escreve que "O Criador deve existir fora do tempo. Nada no universo pode ser anterior ao evento da criação, mas o Criador sim, se Ele deu início ao processo. A partir de nossa perspectiva, Ele não tem começo nem fim. E a partir da perspectiva Dele, fora do tempo, começos e fins perdem o significado."

Imaginemos que a energia que anima o boneco de corda lhe desse a possibilidade de ser consciente de sua transitoriedade e que ele pudesse transmutar essa energia para desenvolver sua consciência e ultrapassar o limite de sua "vida", representado pelo fim da energia da corda.

Quando já não tivesse mais energia, sua consciência (e não o boneco propriamente dito) teria a possibilidade de continuar a fazer o que somente fazia quando tinha corda: andar, tocar musiquinha... E quem sabe muito mais coisas, já que estaria livre das limitações do tempo e da existência material???

Eu faço a seguinte analogia: nós, em nossa existência física somos esse boneco de corda. Portanto, sujeitos ao tempo disponível em nossa energia vital. Mas perceba que esse tempo não existe para quem nos deu "corda" – o nosso Criador. E podemos expandir essa energia (e consciência) para além do nosso corpo físico, saindo verdadeiramente dos limites do tempo.

No artigo "A Grande Ilusão do Tempo" que eu mencionei, tem uma parte que me deixou bem intrigado:

Na singularidade da Fonte não há tempo, apenas uma presença infinitamente consciente de ser que existe em todas as formas e em todos os espaços de uma só vez, quando se trata de reconhecer a Fonte estamos livres das amarras do tempo e toda a relação cármica é destruída, na imortal intemporal presença da Fonte o passado (ou o futuro) não têm poder e nos tornamos um ser imune ao carma, este é um estado vibratório extremamente poderoso de existir e residir aqui é estar livre de condicionamentos, delírios, ilusões e ciclos de tempo. [grifei]

Entramos na singularidade da Fonte quando retornamos à Luz. Quando superamos nossa(s) existência(s) material(is) e nos fundimos ao universo, à Consciência Universal. Quando já não houver mais karma a ser pago. Quando, em essência, já tivermos atingido o estado vibracional de Luz.

No entanto, uma vez que se penetra nos reinos subatômicos existe simplesmente um mar de supercordas que não são de todo agrupadas separadamente em relação aos objetos de 3ª dimensão que os contêm.

Não há limite entre as supercordas em mim e as supercordas fora de mim, a sensação ilusória de fronteira que existe dentro da 3ª dimensão é transcendida.

Nesse estado, já não estamos mais presos às limitações da existência material e não somos presos pelo tempo. A partir de então, temos uma visão externa do tempo, embora não estejamos sujeitos a ele. Já não existe mais passado ou futuro. Somente um eterno agora! Nós passamos a ser um Eu intemporal (como o artigo "A Grande Ilusão do Tempo" trata nosso "Eu transcendido").

Portanto, a eternidade não significa "tempo infinito", mas "ausência de tempo".

E fora das limitações do tempo, poderíamos navegar entre todos os álbuns de todas as playlists da existência e ouvir a música que desejássemos, independente de sua posição na lista. Não teríamos que seguir o fluxo natural da playlist – e do tempo. Assim, poderíamos navegar entre o passado e o futuro.

O(s) Futuro(s)
Falar sobre futuro dá um nó na minha cabeça. Meu cérebro ainda é limitado.

Em 1973, Stephen Hawking e Barry Collins publicaram suas descobertas de que "a vida poderia existir apenas em um universo em que as galáxias fossem ejetadas a partir do Big Bang na taxa precisa para evitar o recolapso". Segundo seus cálculos, eles descobriram que "a probabilidade dessa precisa taxa de expansão ser atingida era zero".

Hawking e Collins concluíram que "a única saída para essa dificuldade era propor um número infinito de universos para equilibrar a equação". E, se houver um número infinito de universos, então todas as coisas irão eventualmente acontecer.

Considerando que existem vários futuros possíveis, cada um fruto das nossas escolhas, chego às seguintes possibilidades:

Todos os Futuros Possíveis

1) Dos futuros possíveis, somente um se torna real. Portanto, o futuro é um caminho incerto, uma vez que depende do nosso livre-arbítrio. Assim, o conceito de futuro me parece frágil, na medida em que ele não existe de verdade.

De todos os Futuros Possíveis, somente um se torna real


2) A outra possibilidade é que não existe somente um único real, mas todos os futuros possíveis se tornam reais. Ainda tenho dificuldade de assimilar as implicações e os desdobramentos disso.

- Como fica a consciência, o espírito, a alma, se isso for verdade?
- Se é assim, tudo pode acontecer. Se tudo pode acontecer, não existe escolha a ser tomada.
- E o livre-arbítrio?

De todos os Futuros Possíveis, todos se tornam reais

As perguntas surgem, à medida que escrevo. E vou tentando assimilar, chegar a algum entendimento... Ou a lugar algum!

Até agora, muitas perguntas!

Paz a todos!

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