29 de setembro de 2016

Auto-análise - Gula


Olá a todos!

Trago a vocês um pouco de uma auto-análise que fiz ao longo do último fim de semana (24 e 25 de setembro) sobre a minha vontade exagerada de comer, ou seja, a minha gula!

Bom, quando criança, eu era gordinho (não gordão!!!), e gostava muito de comer besteiras: biscoitos, doces, salgadinhos, frituras, refrigerantes... Embora também tivesse o hábito de comer frutas, verduras, legumes etc.


Esses meus hábitos alimentares me acompanham até hoje e, por mais que eu me esforce em eliminar alguns desses itens, não consigo deixar de ser "gordinho".

Eu me sinto fortemente atraído por comida. Especialmente, se tiver muita comida à disposição. É como se eu sozinho tivesse que comer aquilo tudo.

Pois bem, de um tempo pra cá, tenho insistido firmemente em substituir alguns itens não-saudáveis do meu cardápio e saciar minha fome com alimentos mais saudáveis.

Porém, eu continuo sem conseguir comer pouco... O que não tem me dado os resultados que planejei...

Comecei a observar meus pensamentos e me deparei com o meu comportamento de "comer tudo do prato". Em outras palavras, eu não deixo resto de comida no prato. Mesmo quando eu já estou satisfeito com a metade dele, por exemplo. Mas, não sabia porque insistia em comer tudo que havia colocado.

Eu sempre dizia que não conseguia resistir à tentação da comida e comer menos, ou deixar sobrar comida no prato.

Foi então que decidi fazer uma auto-análise em uma espécie de auto-regressão..

A auto-análise
Comecei delimitando o problema, em forma de perguntas: "por que eu não consigo parar de comer?"; "por que eu como muito?"... Mais ou menos nessa linha.

E comecei a reviver situações em que eu me via impulsionado a comer muito: reuniões de família, saídas pra restaurante, aniversários...

E percebi que, geralmente nessas ocasiões, há muita comida disponível. Ou seja, sempre tem uma mesa farta e variada. E eu pegava um pouquinho de cada coisa. Quando via, estava com um prato imenso! E comia tudo!!!


Mentalmente, comecei a me sugerir que deveria dizer "não", "já chega!", "eu não preciso comer tudo"...

Nesse momento, um pensamento invadiu minha cabeça: "que tinha que comer tudo, que estragar comida era errado" e isso me remeteu à minha infância.

Nesse momento, me lembro de uma ocasião, em que tinha, seguramente, menos de 7 anos de idade e meu pai me falando que não podia estragar comida. Que tinha que comer toda a comida que estava no prato. Que estragar comida era "feio", pois muitas crianças não tinham o que comer etc...


Percebi que essa conversa, ou a lembrança dessa conversa, pode ter sido o gatilho para o meu comportamento "devorador", sempre comendo toda a comida que estava no meu prato e, por desdobramento do inconsciente, tentasse comer toda aquela comida que estava disponível. Mesmo sabendo que isso era impossível. Mas que talvez, "eu estivesse fazendo a minha parte".

Consciente da origem desse comportamento, tentei recriar essa cena com o meu pai. Ele me dizendo pra eu comer só o tanto que me satisfizesse, que se eu não aguentasse mais, não teria problema nenhum em deixar aquele restinho etc., numa tentativa de substituir o comportamento de "boca nervosa".

Resultados preliminares
No domingo (25), o almoço de família foi como sempre foi: bastante servido. Mas eu tentei insistentemente comer pouco, não colocar "um pouco de tudo", comer devagar e observando o meu comportamento.

Ontem (28), foi aniversário da minha sogra e, novamente havia muita comida disponível. Antes mesmo da confraternização, disse a mim mesmo que não iria comer muito e nem que precisava comer de tudo...

Resultado: não comi muito e nem comi de tudo. Acho que se fosse antes dessa "experiência", teria comido um pouquinho de tudo e no final, me sentiria cheio...


Ontem, fui dormir com uma felicidade muito grande: por ter conseguido resistir à tentação da comida e por ter conseguido dizer "não" a um monte de comida...

É isso!
Paz a todos!

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